Ninguém vive sozinho nessa vida!
E comigo com toda certeza não poderia ser diferente.
Por volta de 1988 ou 89, quando era Assistente Distrital para o Ramo Sênior, no 4o Distrito Escotiero, da Região Escoteira de Santa Catarina, e atendia aos Grupos Escoteiros no que dizia respeito ao Programa Escoteiro aplicado aos jovens do Ramo Sênior para aproximadamente 8 Grupos Escoteiros.
Nessa época, uma jovem fazia parte da Tropa de Guias de um Grupo Escoteiro de Itajaí/SC, ainda membro juvenil da Tropa e eu não a conhecia pessoalmente, sabia quem era, mas não a conhecia diretamente. Conhecia sim sua mãe, que era uma das Escotistas do tal Grupo Escoteiro e muito atuante junto a Direção Regional e que, de certa forma, batia de frente comigo, no que diz respeito ao Programa Escoteiro e suas peculiaridades.
Em 1990, eu me afastei da posição e fui passar um período nos EUA, retornando somente em dezembro de 1990. Foi então que em 1991, por ocasião do evento Aventura Sênior Regional, em Florianópolis, aquela jovem participou como uma das Guias, monitora da patrulha a que fazia parte. Neste momento, apesar de estarmos em Subcampos diferentes, e era uma atividade muito grande, onde os dois subcampos deslocavam-se em direções diferentes, portanto, nem mesmo se encontravam no decorrer das atividades, eu a conheci muito superficialmente. Chama-se Karen. Mas não interagimos em momento algum e nem mesmo entramos um no radar do outro, afinal ela era ainda uma jovem Guia e eu já adulto, chefe de Tropa Sênior e, a bem da verdade, não muito "chegado" a mãe daquela jovem, com quem já tinha discutido diversas vezes por questões de administração escoteira.
Durante aquele período, até 1992, quando ela faria 18 anos de idade, nos encontramos, provavelmente, em diversas atividades escoteiras, porém novamente sem qualquer contato ou mesmo interesse um no outro. Então em 1992, ela já com mais de 18 anos, passou para a chefia de tropa/unidade no seu Grupo Escoteiro, que era diferente do que eu participava. Naquele período eu já era Assistente Regional do Ramo Sênior para Região de Santa Catarina e coordenava o Programa Escoteiro aplicado em todo Estado de SC.
Nesse período, comecei a interagir mais em contato com aquela chefe escoteira, em reuniões regionais, atividades escoteiras, e encontros regionais pelo Estado. Dois grandes amigos na época, que "mexiam" muito comigo em função da minha dedicação ao Escotismo e por ser por demais comprometido, eles diziam que eu teria que me casar necessariamente com uma chefe escoteira, e por eu ser "tão ranzinza, de castigo me casaria ainda com a filha da Terezinha", aquela chefe com quem eu tanto brigava e cuja filha era a tal Karen.
Era uma brincadeira apenas, mas aquilo acabou levantando minha curiosidade para aquela jovem, que antes não havia me chamado a atenção. até pelo fato de não estar buscando um relacionamento especificamente e seguramente não imaginava me involver justamente com a "filha da Terezinha..."
Porém em uma atividade conjunta entre três grupos escoteiros, o meu, o dela e o daqueles amigos que mexeiam comigo, nós quatro, eu, Karen, e outros dois escotistas coordenando a atividade, nos reuníamos para programar, e mesmo conduzir a atividade. E naquele momento ela passou a me chamar atenção.
A partir desse momento em diante, comecei a conhecê-la mais e mais, até que em um encontro de final de ano só para adultos em 1992, chamado ARECON, onde numa das noites há um baile, uma festa, e nós dançamos e acabamos "ficando" pela primeira vez.
Depois disso, inicialmente não levamos adiante nenhuma espécie de relacionamento, voltando a "ficar" novamente justamente no ARECON do ano seguinte e depois em outros encontros. Até que a convidei a me acompanhar a formatura de um amigo em Florianópolis e por fim em 14 de dezembro de 1994 começamos a namorar.
Namoramos até o dia 1 de maio de 1996, quando convidei Karen e sua família a um churrasco em minha casa junto aos meus familiares, e naquele dia a pedi em noivado. Fomos noivos até dia 04 de setembro de 1998 quando finalmente a previsão daqueles dois amigos lá nos ídos de 1991 e casei com a "filha da Terezinha".
Karen é uma mulher maravilhosa, a pessoa mais dinâmica, forte e sensata que eu conheço. Mas acima de tudo esteve ao meu lado, me apoiando, me acompanhando, estando comigo em todos os momentos. Eu jamais seria a pessoa que sou hoje se não tivesse o amor incondicional e o apoio que tenho dela.
Nunca tivemos uma relação "melosa", superficial, mas sim cumplicidade, parceria, amor de verdade. Ela, além de linda, com um sorriso radiante, olhos que parecem janelas de alegria é a pessoa mais querida de minha vida, a quem amo acima de qualquer circunstância e em todos os momentos.
Karen tem o mesmo espírito empreendedor que eu, está sempre disposta a tudo, ao mesmo tempo que é minha guia mestra, que não me deixa sair dos trilhos e aguenta meus defeitos me chamando a razão sempre que preciso.
Passamos juntos por momentos extremamente difíceis, onde a vida pos à prova nossa cumplicidade, dificuldades financeiras, trabalho, dúvidas, incertezas, discussões matrimoniais, e nada disso jamais foi suficiente para nos afastar.
Minha amada, minha loira, minha vida, mãe de meu filhote e a pessoa a quem mais admiro nessa vida, e seguramente a quem mais amo, junto com meu filho Arthur.
Love you!
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