VINHOS – GOSTAR, BEBER, CONHECER,
BRINCAR...
Beber vinho é muito legal!
É legal porque envolve muito mais
do que simplesmente beber alguma coisa com amigos, ou apenas degustá-lo. Beber
vinhos envolve saber quando, qual, como, onde.
Envolve o fato de que você começa a
ter que comprar pequenas coisinhas que são triviais, mais necessárias. Em um
determinado momento você não quer mais aquele abridor simplão, você já busca
algo mais elaborado, e até mais bonito; você já não quer o bico da garrafa como
é, você já compra uma biqueira própria pra não deixar pingar; você já pega na
garrafa de outra forma; você já não larga a garrafa na mesa simplesmente, mas
já põe em um balde de gelo; já compra uma bolsa própria pra transportá-lo; um
termômetro pra ver se a temperatura está adequada; um cortador da tampinha de
vedação, só pra não escancarar o gargalo com o sacador de rolha.
Mas não pára por aí, logo você já
pensa em guardar suas rolhas, já compra uma adega, separa um lugar especial em
casa pra suas coleções, um móvel apropriado, as taças perfeitas e aí não para mais...
Aí você já está envolvido no mundo
do vinho, já não é mais qualquer vinho que te agrada, nem mesmo dentre os bons!
Você já quer conhecer porque gosta mais desse do que daquele, já não bebe mais
sem ler os rótulos, já separa esse vinho pra essa comida, aquele para aquela
outra.
E aí você está perdido! Perdido de
paixão por esse mundo viciante e adorável do vinho! Você compra livros, começa
a ler as reportagens, se inscreve em canais temáticos, clubes de vinho. Aí os
cursos! Pronto, aí você já tem certeza que é um perfeito enólogo!
E no fundo é! Muito menos
conhecedor do que um Jorge Lucki, Zuccardi, Roberto de La Mota ou Renato
Machado mas você já conhece muito mais do que quando bebia... cerveja... (sem
críticas aos cervejeiros de plantão, sejamos todos felizes). Então você é o seu
próprio enólogo.
A coisa vai tão longe que quando
você começa a ler um pouquinho a respeito e começa a ter a mínima base de como
funciona o processo, o que analisar em um bom vinho, o que buscar etc, o mínimo
que você já saiba e por acaso dê uma pequena opinião em um jantar entre amigos,
pronto! A mágica se estabelece e você passa a ser o entendido em vinhos kkkkkkk!
Dali para frente sempre que se encontram é você que tem que escolher o vinho, todos
te perguntam se este é bom, ou se está certo para a ocasião etc. É ótimo para o
ego da gente! Tá aí, vinho faz bem até pro Ego! Mesmo que você não entenda lá
grande coisa...
Mas essa é a mágica do vinho. Além
de você passar a beber algo mais saudável, menos engordativo, até porque você
não bebe um engradado de vinho numa sentada, como normalmente faz com as
cervejas; não se embriaga facilmente como com os destilados; você adquiri hábitos
mais saudáveis (genericamente falando) afinal são às centenas os comentários
que dizem que se deve beber pelo menos uma taça ao dia! Mas o vinho te dá
assunto, te faz estudar, te dá novos horizontes, enfim, te abre um leque imenso
de possibilidades.
Rapidamente uma história que li há
muitos anos, ainda adolescente, assinante da Play Boy (rsrs), naquelas páginas
de entrevistas, que eu lia... alguém perguntou: “Sou proprietário de terras,
tenho recursos, adoro vinhos e gostaria de saber o que preciso para produzir
meu próprio vinho de boa qualidade?” Bem, passado o mês, na edição seguinte a
Play Boy respondeu, resumindo, pois foi uma loooonga resposta de três colunas,
dizendo mais ou menos assim: “(...)você precisa de terra tal, temperatura tal,
clima assim, uva assado, fermentação frito, barril x” e por aí vai explicando
passo a passo todo o processo, até que no finalzinho, lá nas duas últimas
linhas eles disseram: “e finalmente, para poder produzir seu próprio vinho de
qualidade você precisa de pelo menos 100 anos de experiência!”. Então minha
gente, boa sorte! Aprendam a beber o que tem por aí, porque pra produzir seu
próprio vinho de qualidade, melhor deixa!!!!
Saúde!
----------------------------------------
-------------------------------------------------------------------------------------------------
Eu não sou regra em conhecimento de vinhos para ninguém, haja vista o texto sobre o assunto, publicado anteriormente. Mas eu gosto muito de vinhos e tenho minha própria régua. Para quem quiser tomar a minha opinião como régua, já saiba de pronto que:
- Eu não bebo vinho pela marca necessariamente. Marca mostra sim qualidade em geral, mas também mostra $$$$ e eu não tenho bala na agulha para beber as melhores marcas no dia a dia. Então preambularmente:
Robert Mondavi é um entendido de vinhos, que tem vinícolas em Napa Valley, CA. Ele é o responsável por trazer para a America a ideia de se beber e conhecer vinhos pelas uvas, fazendo as pessoas conhecerem melhor os seus gostos pelas uvas, como Cabernets, Pinos, Chardonnays, Shirazs e outras tantas. Podem notar que na Europa se conhece os vinhos por regiões: os Bordeaux, Bourgogne, Beaujolais, Côtes du Rhône, Champagne e Alsace; ou Toscana, Puglia, Veneto etc.
Então sobre regiões, na minha régua, dos franceses eu gosto dos Bordeaux Superieur e os Beaujolais. Italianos me agradam os Chianti pelo custo benefício. Gosto dos Sul-Africanos e New Zelandeses também. Vejam que não estou falando de Barolo, Brunello, Primitivo nem vinhos dessa estirpe, pois obviamente são maravilhosos, mas também, com valores mais elevados.
Portanto vamos as uvas:
Dizem os mais entendidos e podemos afirmar que aqueles conhecedores que já tem um paladar mais apurado, que os Cabernets são os grandes vinhos. Isso obviamente que sempre genericamente falando, pois se entrarmos em detalhes e minúcias, chegaremos necessariamente no gosto de cada um e aí não há como dizer quais são os melhores. Eu por exemplo, não me agrado dos Cabernets... ah mas então eu não sei nada de vinhos! Nada disso, talvez eu até saiba pouco, mas eu conheço o meu gosto! Vejamos alguns:
TINTOS
CABERNET SAUVIGNON: Aqueles que gostam dos vinhos mais encorpados, amadeirados, robustos, seguramente vão se agradar dos Cabernets de uma forma geral.
PINO NOIR: Para aqueles que, como eu, preferem os mais agradáveis, saborosos, tranquilos, vão gostar dos Pinot Noir.
TEMPRANILLO: Aqueles que gostam de uma aspereza mais acentuada, porém também robustez e madeira, vão se agradar dos Tempranillos espanhóis.
PETIT SHIRAZ: É uma uva agradável, assim como a Shiraz de uma forma geral, e são vinhos responsáveis, distintos e muito agradáveis.
MERLOT: é uma uva com uma acidez que não me agrada. Um vinho também encorpado, valoroso e quem não bebe vinho com frequência normalmente se agrada. São frutados, convincentes.
MALBEC: são excelentes. Também para quem sabe beber vinho. Encorpados, tensos e robustos. Demais para o meu paladar.
BRANCOS
PINOT GRIGIO: Como amante dos Pinots, a uva Pinot Grigio também me agrada. Não tem acidez muito forte, saboroso e refrescante, que é a maior característica dos brancos (gelados).
CHARDONNAY: A uva Chardonnay de forma geral tem um paladar muito característico. Amadeirado ao fundo, mas um sabor muito próprio. Na minha opinião é para quem tem um gosto específico para ela.
REISILING: É uma uva mais suave, muito tranquila. Não quer dizer que o vinho seja doce, não! Mas sim é mais suave que os demais brancos. As mulheres que têm paladar mais propenso ao doce normalmente se agradam.
GEWURZTRAMINER: Diferentemente do que parece, é originária da Alsácia, noroeste da França. É muito saborosa, com forte teor picante, até pela origem da palavra “gewurz”, tempero em alemão. Eu gosto bastante.
Aí vem a coisa do “gosto”! Muitos entendidos diziam que os Rosês não eram vinhos. Essa falácia já caiu por terra. Hoje muito bons vinhos são rosados, acontece que muitos são conhecidos até por Tintos, uns mais claros outros menos. A mim me agradam tanto quanto os brancos (ou mais até) no calor, acompanhando comidas frias, leves. Mas devo confessar que para mim existe um caráter nostálgico neste gosto, pois meu pai bebia muito os Rosês...
Longe de mim ditar o que deve ser bebido por ninguém. Esta é a forma como eu avalio (genericamente falando) e decido o que vou beber. A comida que acompanha aí eu realmente discordo muito de tudo que se diz. Eu bebo o que gosto comendo o que gosto. Faço sim combinações, mas jamais respeitando necessariamente os pares: Carnes-Tintos, Peixes-Brancos e assim por diante...
Então estas são minhas brevíssimas ponderações. Faça as suas, comente, discorde das minhas, me corrija, enfim...
Santé!!
Português "Pêra Manca", ou Pedra Manca. (enviado pelo amigo Bruno Pedrosa)
---------------------------------------------------------


Nenhum comentário:
Postar um comentário
Comente a matéria. Concorde, discorde, não importa. Mas argumente, discorra sua ideia a fim de me ajudar a manter ou alterar a minha. Participe. Obrigado.